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quinta-feira, 21 de maio de 2009

A CRISE DO SÉCULO XIV

A CRISE DO SÉCULO XIV

Por volta dos fins do século XIII a produtividade agrícola já dava claros sinais de declínio, prenunciando uma possível falta de alimentos, devido ao esgotamento dos solos, enquanto a população continuava apresentando tendências de crescimento. A exploração predatória e extensiva dos domínios, que caracterizara a agricultura feudal, fazia com que o aumento da produção se desse, em sua maior parte, com a anexação de novas áreas (que não estava mais ocorrendo) e não com a melhoria das técnicas de cultivo.

Agravaram-se as contradições entre o campo e a cidade. A produção agrícola não respondia às exigências das cidades em crescimento. Nos séculos XI, XII e primeira metade do século XIII, a utilização de novas terras e as inovações técnicas permitiram uma ampliação da produção. Na última década do século XIII já não restavam terras por ocupar, e as utilizadas estavam cansadas, gerando uma baixa produtividade. As inovações técnicas anteriores já não respondiam às novas necessidades. Além disso, a substituição do trabalho assalariado ocorria muito lentamente. Com a insuficiente produção agrícola e a estagnação do comércio, a fome se alastrou pela Europa. A partir do início do século XIV, uma profunda crise anunciou o final da época medieval. Fome, pestes, guerras e rebeliões de servos atingiram a essência do sistema feudal.

No inicio do século XIV, a Europa foi assolada por intensas chuvas (1315 a 1317) que arrasaram os campos e as colheitas. Como conseqüência, a fome voltou a perturbar os camponeses, favorecendo o alastramento de epidemias e trazendo a mortalidade da população. "Nos campos ingleses, ele passou de 40 mortos por cada mil habitantes, para 100 por mil. Na cidade belga de Ypres, uma das mais importantes da Europa, pelo menos 10% da população morreu no curto espaço de seis meses em 1316".

A peste negra amedrontou a Europa e abalou a economia. Cidades ricas foram destruídas e abandonadas pelos seus habitantes desesperados à procura de um lugar com ar puro e sem pessoas infectadas. Os servos morriam e as plantações ficavam destruídas por falta de cuidados. Por esta causa os senhores feudais começaram a receber menos tributos diminuindo seus rendimentos. Os senhores feudais viram seus rendimentos declinarem devido à falta de trabalhadores e ao despovoamento dos campos. Procuraram então, de todas as maneiras, superar as dificuldades. Por um lado, reforçaram a exploração sobre os camponeses, aumentando as corvéias e demais impostos, para suprir as necessidades de ostentação e consumo, dando origem à "segunda servidão". Por outro, principalmente nas regiões mais urbanizadas, os nobres passaram a arrendar suas terras, substituindo a corvéia por pagamento em dinheiro e dando maior autonomia aos camponeses, alterando bastante as relações de produção. "Depois da acima dita pestilência, muitos edifícios, grandes e pequenos, caíram em ruínas nas cidades, vilas e aldeias, por falta de habitantes, de maneira que muitas aldeias e lugarejos se tornaram desertos, sem uma casa ter sido abandonada neles, mas tendo morrido todos os que ali viviam; e é provável que muitas dessas aldeias nunca mais fossem habitadas".

A mortalidade trazida pelas chuvas, fome e peste negra foi ainda ampliada pela longa guerra entre os reis de Inglaterra e França, que entre combates e tréguas, durou mais de um século (1337/1453): a Guerra dos Cem Anos.

A Guerra dos Cem Anos surgiu porque o rei de França, Felipe IV, anexou à região de Bordéus domínio feudal do rei da Inglaterra, de onde provinha grande parte dos vinhos que os ingleses bebiam. Deve-se também às ambições da França e da Inglaterra em dominarem a região de Flandres, rica por seu comércio e produção de tecidos.
Entre batalhas vencidas ora por ingleses ora por franceses e períodos de trégua, a guerra aumentou as dificuldades da nobreza e agravou a situação de miséria dos servos.

O recrudescimento da exploração feudal sobre os servos contribuiu para as revoltas camponesas que grassaram na Europa do século XIV, nas quais milhares deles foram mortos. Elas consistiam em súbitas explosões de resistência feroz; duravam pouco e, em regra, estavam mal organizadas. Logo que os líderes morriam ou eram feitos prisioneiros, a resistência apagava-se novamente com a mesma rapidez com que tinha começado a arder.

Por fim, um fator fundamental para a quebra das estruturas do sistema feudal foi a longa série de rebeliões dos servos contra os senhores feudais. Ainda que momentaneamente derrotados, os levantes dos servos foram tornando inviável a manutenção das relações de servidão. A partir do século XIV, com mais rapidez em algumas regiões e menor em outras, as obrigações feudais foram se extinguindo.

A conjuntura de epidemias, de aumento brutal da mortalidade e de superexploração camponesa que caracterizou a Europa do século XIV trazendo crise, foi sendo superada no decorrer do século XV, que viu a retomada do crescimento populacional, agrícola e comercial. No campo, os senhores feudais, substituindo as corvéias por salários, rompiam com o sistema senhorial de produção. Nas cidades, o revigoramento do mercado era favorecido pela ascensão dos preços das manufaturas.

Finalmente vencida pelos franceses, a Guerra dos Cem Anos fez emergir o sentimento nacional na França e na Inglaterra, favorecendo, nos dois países, a consolidação territorial e a retomada do poder político pelos reis. Os monarcas contaram com as dificuldades da nobreza e com o apoio econômico da burguesia para recuperar e fortalecer sua autoridade.

BIBLIOGRAFIA:

FRANCO Jr, Hilário. Idade média. Nascimento do Ocidente. São Paulo, Brasiliense, 1998.
________________ . O Feudalismo. São Paulo, Brasiliense, 1984.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A ORIGEM DOS FEUDOS


Extraído do Jornal Arca da AliancaJornal Arca da Aliança

Sua origem na formação da futura Europa

No século XV, época em que as "cidades" no velho continente eram pouco mais que pequenos clarões na imensa floresta, mais precisamente na sua parte ocidental, deu-se início um período da história antiga chamado Idade Média. Para entender o Feudalismo genealogicamente é preciso saber um pouco mais sobre este período; sobretudo, que qualquer período da história, seja ela antiga, moderna ou contemporânea, nunca tem um dia exato de começar. Quando um grande fato acontece nada mais é que uma junção de pequenos acontecimentos e pequenas mudanças que vêm ocorrendo anteriormente de forma gradativa. Essas pequenas mudanças são até muito mais importantes que as grande datas. Entende-se agora porque torna-se impossível conhecer o dia em que iniciaram os tempos medievais, consequentemente o próprio período FEUDAL.
No início, bárbaros não travavam batalhas com os romanos
No século V d.C., as fronteiras do império Romano eram habitadas pelos povos Germânicos. Nessa época esses povos, lançando-se uns sobre os outros, "invadiram" os domínios imperiais. Os "Bárbaros", como assim eram chamados (e a todos que não faziam parte do império Romano), instalaram-se nas terras vizinhas na qualidade de trabalhadores agrícolas, atitude esta que muitas vezes evitava batalhas sangrentas com exército Romano. Na verdade este contato "Bárbaros-Romanos", iniciara-se muito antes das "invasões", em torno de trezentos anos antes, quando foram os Romanos que marcharam sobre territórios Germânicos, ocupando por um bom tempo parte dele. Os "Bárbaros", então com Romanos sob seus domínios, começaram a alternar-se no poder. As peças moviam-se no tabuleiro político sobre o qual formava-se a futura Europa - Qualquer semelhança com a política atual talvez não seja mera coincidência. Até que surgisse uma direção mais forte entre os "Bárbaros" (Suevos, Álanos e Vândalos, e outros), a situação estabeleceria-se assim por muito tempo. Os "Bárbaros" assemelhavam-se pelas suas tradições e pela língua, quase comum, mas estavam longe de formar uma etnia única. Além do território Romano ocupado, os "Bárbaros" dispersaram-se para outros lugares. Para a Península Ibérica rumaram inicialmente os Álanos, Suevos e Vândalos. Em seguida para o mesmo local foram os Visigodos que empurraram os Suevos para território Português. Para a Itália foram também, além dos Visigodos, seus irmãos, os Ostrogodos, e mais tarde, os Lombardos. Quanto à região de Gália (onde hoje está a França), chegou a ser dividida entre Romanos, Visigodos, Burgundios e Francos, sendo que os últimos conseguiram assumir sozinhos o poder sobre este vasto território. Enquanto todas essas mudanças e "perambulações" continuavam pela futura Europa, Átila, o rei dos Hunos, exercia um certo fascínio sobre os "Bárbaros". O povo Huno, após dominar a China por muitos e muitos anos (segundo alguns historiadores por quase trezentos anos), voltou-se contra o ocidente atacando Gregos e Germânicos. Esses mesmos historiadores, e muitos outros, ainda acreditam que foram os Hunos os responsáveis pela invasão Germânica nas terras Romanas, pois, ao voltarem da Ásia, lançaram-se sobre os Germânicos com tamanha violência que o impacto desta pôs estes povos em marcha forçada rumo ao império Romano.
[ - Quem eram então estes Hunos que extrema relevância tiveram na formação da Europa e origem do FEUDALISMO? - deve estar se perguntando o amigo leitor. ]
Conduzidos inicialmente por Rúgilas e depois por seu famoso sobrinho, Átila, montavam cavalos de baixa estatura e eram considerados os mais ferozes bárbaros. Sobre eles, um Romano de nome Amiano Marcelino, que viveu no século III d.C. deixou a seguinte descrição: "O povo dos Hunos, pouco conhecido pelos antigos monumentos, vivendo perto do Oceano Glacial, excede todos os modos de ferocidade, tendo o aspecto físico meio disforme (feios, peludos, membros compactos e pescoços grossos), os Hunos vestem-se com tecidos de linho ou com peles de ratos silvestres cosidas umas as outras. Não sentem necessidade nem de fogo nem de comida saborosa, podem comer desde raízes de plantas selvagens até carne crua de qualquer espécie (inclusive seus próprios cavalos).
A força da Igreja na Idade Média e na origem do feudalismo
No entanto, ao mesmo tempo em que exerciam um dúbio sentimento (atração e repulsa), Átila e suas tribos guerreiras representavam para os Germânicos em movimento o modelo de organização política mais fácil de copiar. Mas, na medida em que foram se fixando no território Germânico, o nomadismo Huno de pouco serviria, e os "Bárbaros" Germâmicos passaram a acalentar a idéia de reconstruir o império sob sua própria direção. Vale salientar que a igreja foi a única força que se manteve, e inclusive se ampliou, durante e depois das invasões. A maior parte dos "Barbaros", ao abandonar sua origem pagã, seguiu um ramo do cristianismo contrário [à Igreja] Romana. Eram arianos, ou seja, consideravam a figura de cristo como intermediária entre a divindade e a humanidade, e Roma não apoiava o que considerava uma heresia. De todos os "bárbaros" instalados no continente, apenas os Francos continuavam pagãos. Roma, evidentemente, condenava o paganismo, mas a igreja acumulara tanto poder que os próprios imperadores precisavam de seu apoio para poder se impor. Assim, Clóvis, o rei dos Francos, converteu-se ao catolicismo, levando consigo todo o seu exército a fazer o mesmo. O que nota-se nesse primeiro capítulo sobre o FEUDALISMO é até que ponto a igreja foi força relevante na transição IDADE MÉDIA/FEUDALISMO. Muito mais que isto, os fatos mostram a igreja como poder dominante, assim como os imperadores da época, os verdadeiros senhores FEUDAIS. Enquanto o Rei e a Nobreza tinham suas propriedades divididas por casamentos, heranças, favores e lutas constantes, a igreja pôde acumular entre 20 e 35% de todas as terras, sobretudo com conchavos, pressões políticas e atos mais cruéis, como a inquisição. Afinal, o que é FEUDALISMO? É importante conhecer o significado da palavra para depois comparar às explanações dos fatos e informações que se tem sobre a vida das pessoas, pois sabemos muito bem que nem sempre as palavras condizem com a realidade. O termo FEUDAL vem de FIEF, FEODUM, sua origem é Germânica e designa o direto que se desfruta sobre qualquer bem, geralmente uma terra. Não se trata, porém, de uma propriedade no sentido atual, mas de usufruto, um direito de uso. Assim o FEUDO poderia ser considerado uma forma de posse. FEUDAL seria então aquilo que se relaciona [ao] feudo, e feudalismo acabou por se transformar numa palavra que designa um período da história.

ISLAMISMO

ISLAMISMO:

Religião monoteísta baseada nos ensinamentos de Maomé (chamado O Profeta), contidos no livro sagrado islâmico, o Alcorão.
A palavra islã significa submeter-se e exprime a obediência à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são chamados muçulmanos - muslim, em árabe, aquele que se subordina a Deus. Fundado na região da atual Arábia Saudita, o islamismo é a segunda maior religião do mundo. Perde apenas para o cristianismo em número de adeptos. Seus fiéis se concentram, sobretudo, no norte da África e na Ásia.
O nome Maomé (570-632) é uma alteração hispânica de Muhammad, que significa digno de louvor. O Profeta nasce em Meca, numa família de mercadores. Começa sua pregação aos 40 anos, quando, segundo a tradição, tem uma visão do arcanjo Gabriel, que lhe revela a existência de um Deus único. Na época, as religiões da península Arábica são o cristianismo bizantino, o judaísmo e uma forma de politeísmo que venera vários deuses tribais. Maomé passa a pregar sua mensagem monoteísta e encontra grande oposição. Perseguido em Meca, é obrigado a emigrar para Medina, em 622. Esse fato, chamado Hégira, é o marco inicial do calendário muçulmano. Em Medina, ele é reconhecido como profeta e legislador, assume a autoridade espiritual e temporal, vence a oposição judaica e estabelece a paz entre as tribos árabes. Quase dez anos depois, Maomé e seu exército ocupam Meca, sede da Caaba, a pedra sagrada de 15 m de altura que é mantida coberta por um tecido negro, já então um centro de peregrinação. Maomé morre no ano 632 como líder de uma religião em expansão e de um Estado árabe que começa a se organizar politicamente.
O Alcorão (do árabe al-qur'ãn, leitura) é a coletânea das revelações divinas recebidas por Maomé de 610 a 632. É dividido em 114 suras (capítulos), ordenadas por tamanho. Seus principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, generosidade e justiça nas relações entre as pessoas. Neles estão incorporados elementos fundamentais do judaísmo e do cristianismo, além de antigas tradições religiosas árabes. O Alcorão inclui muitas das histórias do Antigo Testamento judaico e cristão, como a de Adão e Eva. Depois de desobedecer a Deus, Adão viajou e construiu a primeira Caaba. Após o dilúvio, Abraão, considerado o primeiro muçulmano, a reconstruiu. Do Novo Testamento, o Alcorão registra passagens da vida de Jesus Cristo, reverenciado pelos muçulmanos como um profeta que em sua religião só é sobrepujado em importância pelo próprio Maomé. Os muçulmanos acreditam na vida após a morte, na vinda do anti-Cristo e na volta de Jesus Cristo para vencê-lo, no Juízo Final e na ressurreição final de todos os mortos. A segunda fonte de doutrina do Islã, a Suna, é um conjunto de preceitos baseados nos ahadith (ditos e feitos do profeta).

A vida religiosa do muçulmano tem práticas definidas pela Sharia, o caminho que o muçulmano deve seguir na vida. A Sharia define normas de conduta, comportamento e alimentação, além dos chamados pilares da religião. O primeiro pilar é a shahada ou profissão de fé: Não há outro Deus a não ser Alá, e Maomé é seu profeta. Esse testemunho é a chave da entrada do fiel para o Islamismo. O segundo pilar são as cinco orações diárias comunitárias (slãts), durante as quais o fiel deve ficar ajoelhado e curvado em direção a Meca. Às sextas-feiras realiza-se um sermão de um verso do Alcorão, de conteúdo moral, social ou político. O terceiro pilar é uma taxa chamada zakat. Único tributo permanente ditado pelo Alcorão, é pago anualmente em grãos, gado ou dinheiro. É empregado no auxílio aos pobres e no resgate de muçulmanos presos em guerras. O quarto pilar consiste em cumprir o jejum completo nos dias do mês do Ramadã. O quinto pilar é o hajj ou a peregrinação a Meca, que precisa ser feita pelo menos uma vez na vida por todo muçulmano que tenha condições físicas e econômicas para realizá-la.
A esses cinco pilares, a seita khawarij adicionou o jihad. Traduzido comumente como Guerra Santa, significa a batalha para reformar o mundo, um dos objetivos do Islamismo. É permitido o uso dos exércitos nacionais como meio de difundir os princípios do islã. Segundo a doutrina muçulmana, as guerras, porém, não podem visar à expansão territorial nem a conversão forçada de pessoas. Por isso, o jihad não é aceito por toda a comunidade islâmica.
Durante todo o nono mês lunar de cada ano, guarda-se o Ramadã, e, do amanhecer ao pôr-do-sol, o muçulmano celebra a revelação do Alcorão a Maomé e comemora sua primeira vitória militar contra Meca. Enquanto é dia, os fiéis não podem comer, beber, fumar ou manter relações sexuais, embora trabalhem normalmente. Mas as restrições não são mantidas durante as noites, e as ruas se enchem de pessoas que comemoram alegremente a revelação feita a seu profeta. A celebração do Eid el Adha lembra a disposição de Abraão em sacrificar a Alá seu próprio filho, Ismael (na tradição judaico-cristã o filho seria Isaque). Na época de Eid el Adha também acontece a peregrinação a Meca. O Ano-Novo islâmico é comemorado no Dia de Hégira, o 1º do mês Muharram. O marco é o ano de 622, quando Maomé deixa Meca. Os lugares mais sagrados do Islamismo são Meca, cidade onde fica a Caaba, Medina, lugar onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo), e Jerusalém, cidade onde o profeta ascendeu aos céus durante uma viagem noturna em que foi ao paraíso e se encontrou com Moisés e Jesus Cristo.
JIHAD SEGUNDO OS MUÇULMANOS
EXPLICANDO O "JIHAD"

Linguisticamente, a palavra árabe "jihad" significa "esforço" ou "empenho" e se aplica a todo esforço ou empenho despendido na execução de qualquer ação. Neste sentido, um estudante se esforça, ou se empenha, para ter o seu diploma, um empregado se esforça, ou se empenha, em seu trabalho e mantém boas relações com o seu empregador, um político se esforça, ou se empenha, para manter ou aumentar sua popularidade entre seus eleitores, e assim por diante. O termo "esforço" ou "empenho" pode ser usado tanto por muçulmanos como por não muçulmanos. Disse Deus no Alcorão:
"E recomendamos ao homem benevolência para com seus pais; porém, se te forçarem a associar-Me ao que ignoras, não lhes obedeças. Sabei (todos vós) que o vosso retorno será a Mim, e, então, inteirar-vos-ei de tudo quanto houverdes feito." (Cap: 29:8; ver também 3l:15)
Os versículos acima se referem aos pais não muçulmanos que se empenham (jahadaka) para trazer o filho muçulmano de volta à religião deles.
No ocidente, "jihad" geralmente é traduzido como "guerra santa", um uso popularizado pela mídia. De acordo com os ensinamentos islâmicos, não se deve estimular ou começar uma guerra. Contudo, algumas guerras são inevitáveis ou se justificam. Se buscarmos no árabe o termo "guerra santa" encontraremos "harbun muqaddasatu" ou "al-harbu al-muqaddasatu". DESAFIAMOS qualquer pesquisador a encontrar no Alcorão, ou nas coleções de Hadith, ou em qualquer outra literatura islâmica, o termo "jihad" com o significado de "guerra santa". Infelizmente, alguns escritores muçulmanos e tradutores do Alcorão, do Hadith e da literatura islâmica em geral, traduzem o termo "jihad" como "guerra santa", devido à influência de séculos de propaganda ocidental. Talvez isto se deva ao fato de o termo "Guerra Santa" ter sido usado primeiramente pelos cristãos para se referirem às Cruzadas. No entanto, as palavras árabes para o termo "guerra" são "harb" ou "qital", que são encontradas no Alcorão e no Hadith.
Para os muçulmanos, o termo "jihad" se aplica a todas as formas de empenho e, através dos tempos foi desenvolvendo alguns significados especiais. A seguir, damos alguns desses significados, conforme encontrados em diversos contextos do Alcorão e do Hadith:
1. CONHECER O CRIADOR E AMÁ-LO AO MÁXIMO
É da natureza humana gostar do que pode ser visto com os olhos ou sentido com os sentidos mais do que a REALIDADE INVISÍVEL. O Criador do universo e o Deus Único é Allah. Ele é a Realidadde Invisível que tendemos a ignorar ou a não reconhecer. O Alcorão se dirige àqueles que alegam ser fiéis:
"Ó fiéis, não tomeis por confidentes vossos pais e irmãos, se preferirem a incredulidade à fé; aqueles, dentre vós, que os tomarem por confidentes serão iníquos. Dize-lhes: Se vossos pais, vossos filhos, vossos irmãos, vossas esposas, vossa tribo, os bens que tenhais adquirido, o comércio, cuja estagnação temeis, e as casas nas quais residis, são-vos mais queridos do que Deus e Seu Mensageiro, bem como a luta por Sua causa, aguardai, até que Deus venha cumprir os Seus desígnios. Sabei que Ele não ilumina os depravados." (Cap. 9:23-24)
Na verdade, é uma luta árdua colocar Deus à frente de todas as nossas preferências, entes queridos, riquezas, ambições mundanas, nossas vidas, enfim. Especialmente para os não muçulmanos que abraçam o Islam, pode ser pior, por causa da oposição que pode surgir na família, entre os companheiros, ou no seu grupo social.
2. RESISTIR À PRESSÃO DOS PAIS, COMPANHEIROS, SOCIEDADE:
Uma vez que a pessoa decidiu colocar em sua mente o Criador do Universo acima de todas as coisas, muitas vezes ela vive intensas pressões. Não é fácil resistir a tais pressões e se EMPENHAR para manter a dedicação e o amor a Deus acima de tudo. Alguém que chegou ao Islam, vindo de outra religião, pode ter que se sujeitar às pressões que acontecem à sua volta para que retorne à religião de seus pais. Lemos no Alcorão:
<"Não dê ouvidos aos incrédulos; mas combate-os (jahidhum) com denodo, com este (Alcorão)." (Cap. 25:52)
3. MANTER-SE FIRMEMENTE NO CAMINHO RETO:
Disse Deus no Alcorão:
"E combatei (jadihu) com denodo (jihadihi) pela causa de Deus; Ele vos elegeu. E não vos impôs dificuldade alguma na religião …" (Cap. 22:78)
"Quanto àquele que lutar pela causa de Deus, o fará em benefício próprio; porém, sabei que Deus pode prescindir de toda a humanidade." (Cap. 29:6)
Quanto àqueles que se esforçam e se empenham para viver como verdadeiros muçulmanos, cuja vida se torna difícil por causa da perseguiçção de seus oponentes, é-lhes dito que procurem um lugar mais pacífico e tolerante e que continuem com a sua luta pela causa de Deus. Diz Deus no Alcorão:
"Aqueles a quem os anjos arrancarem a vida, em estado de iniquidade, dizendo: Em que condições estáveis? Dirão: Estávamos subjugados, na terra (Makka). Dir-lhes-ão os anjos: Acaso, a terra de Deus não era bastante ampla para que migrásseis?" (Cap. 4:97)
"Aqueles que creram, migraram e combateram pela causa de Deus poderão esperar de Deus a misericórdia, porque Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo." (Cap. 2:218)
Deus testa os fiéis em sua fé e firmeza:
"Pretendeis, acaso, entrar no Paraíso, sem que Deus Se assegure daqueles, dentre vós, que combatem e que são perseverantes?" (Cap. 3:142)
"Certamente que vos poremos à prova mediante o temor, a fome, a perda dos bens, das vidas e dos frutos. Mas tu (ó Mensageiro) anuncia (a bem-aventurança) aos perseverantes." (Cap. 2:155)
Sabemos que o Profeta Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) e seu clã sofreram boicote social e econômico por 3 anos, para forçá-los a parar com a divulgação da mensagem e a se comprometerem com os pagãos, mas eles resitiram e alcançoaram a vitória moral.
4. EMPENHO PELAS BOAS AÇÕES:
Deus afirma no Alcorão:
"Por outra, quanto àqueles que diligenciam por Nossa causa, encaminhá-los-emos pela Nossa senda. Sabei que Deus está com os benfeitores." (Cap. 29:69)
Quando nos deparamos com dois interesses conflitantes, começa a "jihad" para se fazer a escolha certa. Certa vez, um homem perguntou ao Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele):
"'Devo juntar-me à jihad?' E ele perguntou: 'Seus pais estão vivos?' O homem disse, 'Sim'. 'Então, empenhe-se em servi-los!'" (Sahih Al-Bukhari #5972)
Em outra ocasião, um homem perguntou ao Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele):
"'Que jihad é a melhor?' Ele respondeu, 'Uma palavra de verdade frente a um governante opressor!'" (Sunan Al-Nasa'I #4209)
O Mensageiro de Deus disse:
"… o MUJAHID (o que cumpre a jihad) é aquele que SE ESFORÇA contra si mesmo por conta de Deus, e o MUHAJIR (o que emigra) é aquele que deixa para trás as más ações e o pecado." (Sahih Ibn Hibban #4862)
5. TER A CORAGEM E A FIRMEZA PARA LEVAR A MENSAGEM DO ISLAM
O Alcorão relata a experiência de grande número de profetas e pessoas justas que sofreram bastante por tentar transmitir a mensagem de Deus à humanidade. Como exemplos, ver o Alcorão 26:1-190, 36:13-32. No Alcorão Deus elogia aqueles que se esforçaram para levar Sua mensagem:
"E quem é mais eloquente do que quem convoca (os demais) a Deus, pratica o bem e diz: Certamente sou um dos muçulmanos?" (Cap. 41:33)
É preciso muito coragem para, sob condições adversas, permancer muçulmano, se declarar muçulmano e convocar os outros para o Islam. Lemos no Alcorão:
"Somente são fiéis aqueles que crêem em Deus e em Seu Mensageiro e não duvidam, mas sacrificam os seus bens e as suas pessoas pela causa de Deus. Estes são os verazes." (Cap. 49:15)
6. DEFENDER O ISLAM E A COMUNIDADE
Diz Deus, no Alcorão:
"Ele permitiu (o combate) aos que foram atacados; em verdade, Deus é Poderoso para socorrê-los. São aqueles que foram expulsos injustamente dos seus lares, só porque disseram: Nosso Senhor é Deus!…" (Cap.22:39-40)
O Alcorão permite a luta para a defesa da religião do Islam e dos muçulmanos. Esta permissão inclui a auto-defesa e a luta para a proteção da família e da propriedade. Os primeiros muçulmanos lutaram em muitas batalhas contra seus inimigos sob a liderança do Profeta Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) e seus representantes. Quando os pagãos coraixitas, por exemplo, trouxeram os exércitos contra o Profeta, os muçulmanos lutaram para defender a fé e a comunidade. O Alcorão acrescenta:
"Combatei pela causa de Deus, aqueles que vos combatem; porém, não pratiqueis agressão, porque Deus não estima os agressores… E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos." (Cap. 2:190, 193)
7. AJUDA AOS ALIADOS, MESMO QUE NÃO SEJAM MUÇULMANOS:
Durante sua vida como Profeta, a tribo de Banu Khuza'ah tornou-se aliada de Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele). Eles viviam próximo à cidade de Meca, que era governada pela tribo dos coraixitas, a qual pertencia Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele). A tribo de Banu Bakr, aliada dos coraixitas, conseguindo a ajuda de alguns elementos dos Coraix, atacou Banu Khuza'ah, que invocando a existência de um tratado entre eles, pediu ajuda ao Profeta. Ele veio em seu socorro e puniu os coraixitas. O próprio Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) organizou a campanha contra os coraixitas de Meca, o que resultou na reconquista da cidade, sem qualquer batalha.
8. AFASTAR OS TRAIDORES DO PODER:
No Alcorão, Deus ordena aos muçulmanos:
"E se suspeitas da traição de um povo, rompe o teu pacto do mesmo modo, porque Deus não estima os traidores." (Cap. 8:58)
O Profeta Mohammad (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) empreendeu inúmeras campanhas armadas para afastar os traidores do poder. Ele pactuou com diversas tribos, contudo, algumas delas acabaram se mostrando traidoras. O Profeta iniciou campanhas armadas contra essas tribos, derrotando-as e exilando-as de Medina e de seus arredores.
9. DEFESA ATRAVÉS DE ATAQUES PREVENTIVOS:
Na verdade, é muito difícil a as pessoas se mobilizarem quando elas não conseguem ver invasores ou inimigos em seus territórios. No entanto, aqueles que são responsáveis pela segurança vêem o perigo com antecedência. O Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) tinha a responsabilidade de proteger seu povo e a religião que ele estabeleceu na Arábia. Sempre que ele recebia informações sobre a reunião de inimigos próximo às fronteiras de seu território, ele promovia ataques antecipados de surpresa e assim os dispersava. Deus ordenou aos muçulmanos no Alcorão:
"Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora a repudieis.É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe e vós ignorais." (Cap. 2:2l6)
10. CONQUISTAR A LIBERDADE PARA INFORMAR, EDUCAR E LEVAR A MENSAGEM DO ISLAM EM UM AMBIENTE ABERTO E LIVRE:
Diz Deus no Alcorãro:
"Quando te perguntarem se é lícito combater no mês sagrado, dize-lhes: A luta durante este mês é um grave pecado; porém, desviar os fiéis da senda de Deus, negá-Lo, privar os demais da Mesquita Sagrada e expulsar dela (Makka) os seus habitantes é mais grave ainda, aos olhos de Deus, porque a perseguição é pior do que o homicídio. Os incrédulos, enquanto puderem, não cessarão de vos combater até vos fazerem renunciar à vossa religião …" (Cap. 2:2l7)
"E que, quando são afligidos por um erro opressivo, sabem defender-se." (Cap. 42:39)
Para alcançar esse liberdade, o Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) disse:
"Combatam os infiéis com suas mãos e palavras." (Sahih Ibn Hibban #4708)
A vida do Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) foi cheia de EMPENHO para conquistar a liberdade de informar e transmitir a mensagem do Islam. Durante sua permanência em Makka ele jamais usou métodos violentos e após o estabelecimento de seu governo em Medina, com a permissão de Deus, ele empreendeu campanhas armadas contra seus inimigos sempre como último recurso.
11. LIBERTAR AS PESSOAS DA TIRANIA:
Deus adverte os muçulmanos no Alcorão:
"E o que vos impede de combater pela causa de Deus e dos indefesos, homens, mulheres e crianças? Que dizem: Ó Senhor nosso, tira-nos desta cidade (Makka), cujos habitantes são opressores. Designa-nos, de Tua parte, um protetor e um socorredor." (Cap. 4:75)
A missão do Profeta (que a paz e a bênção de Deus estejam com ele) foi libertar as pessoas da tirania e da exploração dos sistemas opressores. Uma vez libertas, as pessoas eram livres para escolher o Islam ou não. Os sucessores do Profeta continuaram seguindo seus passos e seguiram socorrendo os povos oprimidos. Após repetidos pedidos de ajuda pelos oprimidos da Espanha, os muçulmanos libertaram aquele país dos governantes tiranos. Após a conquista da Síria e do Iraque, os cristãos de Hims disseram aos muçulmanos:
"Gostamos de seu governo e de seu sistema de justiça muito mais do que o estado de opressão e tirania sob o qual vivemos até agora."
Os governantes derrotados da Síria eram cristãos romanos e o Iraque era governado pelos persas da religião de Zoroastro.
O QUE OS MUÇULMANOS DEVEM FAZER QUANDO SÃO VITORIOSOS?
Os muçulmanos devem remover a tirania, a traição, a intolerância e introduzir a justiça e a equidade. Devemos providenciar o conhecimento verdadeiro e libertar as pessoas da escravidão do "associativismo" (SHIRK, ou múltiplos deuses), do preconceito, da superstição e da mitologia. Os muçulmanos removem a imoralidade, o medo, o crime, a exploração, que são substituídos pela moralidade divina, pela paz e pela educação. O Alcorão declara:
"Deus manda restituir a seu dono o que vos está confiado; quando julgardes vossos semelhantes, fazei-o com equidade. Quão excelente é isso a que Deus vos exorta! Ele é Oniouvinte, Onividente." (Cap. 4:58)
"Ó fiéis, sede perseverantes na causa de Deus e prestai testemunho, a bem da justiça; que o ódio aos demais não vos impulsionei a serdes injustos para com eles. Sede justos, porque isto está mais próximo da piedade, e temei a Deus porque Ele está bem inteirado de tudo quanto fazeis." (Cap. 5:8)
"Entre os povos que temos criado, há um que se rege pela verdade, e com ela julga." (Cap. 7:181)
"Deus ordena a justiça, a caridade, o auxílio aos parentes e veda a obscenidade, o ilícito e a iniquidade. Ele vos exorta a que mediteis." (Cap. 16:90)
"São aqueles que, quando os estabelecemos na terra, observam a oração, pagam o "zakat", recomendam o bem e proíbem o ilícito. E em Deus repousa o destino de todos os assuntos." (Cap. 22:41)
O ISLAM EXPANDIU-SE PELA FORÇA, PELA ESPADA OU PELAS ARMAS?
A resposta inequívoca e enfática é NÃO! O Alcorão diz:<´> "Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro." (Cap. 2:256)
A seguir, vejamos o que T.W.Arnold, missionário cristão disse a respeito da expansão do Islam:
"… não sabemos de qualquer tentativa organizada para forçar a aceitação do Islam pela população não muçulmana, ou de qualquer perseguição intencional para alijar a religião cristã. Se os califas tivessem adotado este curso de ação, poderiam ter varrido o cristinanismo tão facilmente quanto os reis Ferdinando e Isabel, que baniram o Islam da Espanha, ou Luís XIV em relação ao protestantismo na França, ou os judeus que ficaram fora da Inglaterra por 350 anos. As igrejas orientais na Ásia foram completamente removidas da comunhão com o resto da comunidade cristã. Portanto, a existência dessas igrejas até os dias de hoje é a prova mais forte da atitude tolerante dos governos maometanos (sic) em relação a elas."
O Islam não ensina, nem os muçulmanos desejam, a conversão de qualquer pessoa pelo medo, pela ganância, casamento ou qualquer outra forma de coerção.
Concluindo, "jihad" é o EMPENHO NO CAMINHO DE DEUS com a caneta, a palavra, as mãos, a mídia e, se inevitável, com as armas. Contudo, "jihad" não inclui o empenho para se alcançar o poder individual ou nacional, a dominação, glória, riqueza, prestígio ou orgulho.
Por M. Amir Ali, Ph.D.
Nota: O presente trabalho faz parte de III&E, Série Brochuras nº l8, publicado pelo Instituto de Informação e Educação Islâmica (III&E)
ASSISTA ESSA PROPAGANDA E TIRE SUAS CONCLUSÕES

segunda-feira, 23 de março de 2009

FEUDALISMO









MODO DE PRODUÇÃO FEUDAL
(Feudalismo)

A sociedade feudal teve contribuições germanas e romanas em sua formação.

Elementos Romanos

Descentralização administrativa: na decadência do Império os quadros de poder transferiram-se das cidades em decadência para as villas (unidades agrárias autônomas).
Colonato: a decadência do escravismo provocou o surgimento de uma nova forma de trabalho na qual o pagamento era feito em espécie e trabalhava-se pelo uso da terra a qual se cultiva, esse sistema será a base da servidão.

Elementos Germanos

Economia agropastoril de subsistência
Benefício: costume do chefe guerreiro germano de dividir as terras conquistadas com seus soldados.

Comitatus: São os elos de fidelidade que unem o chefe guerreiro e seus soldados.


O FEUDO

Tratava-se de uma delimitação territorial na qual o senhor exercia seus poderes. Era a principal unidade produtiva medieval e tinha caráter auto-suficiente. Em geral os feudos dividiam-se em:

· Terras do senhor: eram as melhores terras onde ficava o castelo que reunia um conjunto de armazéns, oficinas, morada do senhor e estábulos.
· Manso servil: local habitado e cultivado pelos servos.
· Terras comuns: em geral era uma área de floresta ou pântano destinados a caçadas e coleta de lenha, sementes comestíveis, raízes, frutas, ervas e mel.

AS TRÊS ORDENS DA SOCIEDADE FEUDAL
No ano de 998 o Bispo Adalberto de Laon assim descreveu a sociedade feudal: “A Cidade de Deus, que se crê única, está dividida em três ordens: uns rezam, outros guerreiam e outros trabalham. As três ordens vivem juntas e não suportariam ser separadas. Os trabalhos de cada uma delas permitem o serviço das outras duas. Cada uma, alternadamente, presta seu apoio aos outros”. Esse texto de um representante da Igreja deixa clara a hierarquia social medieval que se subdividia em: nobreza, clero e servos.

Clero: Era o grupo social mais influente na sociedade feudal, pois representavam a mais importante instituição medieval, a Igreja. O clero era hierarquizado e subdividia-se em: clero regular do latim regulus (regra, ordem), formado por monges das ordens religiosas, e o clero secular.
Destacam-se os Beneditinos, iniciada por São Bento com a cristianização dos povos bárbaros. Os copistas dessa ordem tiveram papel primordial na preservação de manuscritos antigos.
Fundada por São Francisco a ordem franciscana tinha por objetivo a imitação de Cristo numa vida pobre e humilde.
A ordem Dominicana iniciou-se com São Domingos e de seus quadros revelaram-se grandes doutores, como os filósofos escolásticos Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino. Essa ordem também se destacou na ação inquisidorial.
Formaram-se diversas outras ordens como os cluniacenses, os cistercienses e os agostinianos.
Fora dos muros das abadias, no mundo (séculus), formou-se o clero secular composto por padres ligados ao “mundo” das pessoas comuns. Fortemente hierarquizado que se organizava em párocos, bispos, arcebispos, cardeais e papa.


Nobres: os nobres eram também chamados de Belatores, pois sua principal atividade era a guerra, além do governo dos feudos. A nobreza se hierarquizou em várias camadas nobiliárquicas, no topo estavam os reis (grandes suseranos), abaixo os vassalos (senhores menores): duques, marqueses, condes, viscondes e barões.
Os suseranos concediam feudos aos vassalos através da homenagem ou rito de investidura feudal. Neste ritual o vassalo (senhor que recebe o feudo) jurava fidelidade ao seu suserano (senhor que doa o feudo), firmando-se, entre as partes, as obrigações feudo-vassálicas: prestar auxílio e conselho militar ao suserano.
A partir do século X a Europa tornou-se muito feudalizada em grande parte dos feudos impossibilitou-se uma subdivisão. Foi nesse contexto que surgiu o direito de primogenitura, pelo qual apenas o filho mais velho (primogênito) herdaria o feudo e o título nobiliárquico de seu pai.
Aos filhos mais jovens, verdadeiros Joões sem terra, restavam algumas alternativas. Uma bastante atraente era usar da influência familiar e angariar uma posição no alto clero gozando das vantagens oferecidas pela Igreja.
Muitos porém, não tinham nenhuma vocação eclesiástica e preferiam a liberdade de se armarem cavaleiros em busca de aventuras nos infindáveis torneios e guerras feudais. Poderiam colocar seus serviços de guerreiros a disposição dos reis e serem enfeudados por serviços prestados ou ainda, era possível também, conseguirem casar-se com a filha de um grande senhor e receber um feudo como dote.
Os cavaleiros tinham como princípios éticos e morais a defesa da Igreja, das mulheres, dos fracos e das viúvas.

Servos: Eram a maioria da população. Habitavam os feudos, sendo presos à terra. Esse grupo social era fortemente explorado pelos senhores na medida em que estavam obrigados a pagar inúmeros impostos dentre os quais se destacavam a corvéia, a talha, as prestações, as banalidades e a capitação.
No feudo havia as terras comuns de onde se retiravam frutas, mel, raízes, ervas e caça que enriqueciam a pobre alimentação dos servos. O principal alimento era o centeio, mas devido as pesadas taxas a que estavam submetidos restava muito pouco para a subsistência da família do servo, com isso era comum acrescentarem à massa do pão todo tipo de complementos como frutas, raízes e ervas. Havia um pequeno número de escravos domésticos.
VÍDEOS DE APOIO
O FEUDALISMO - PARTE 1
O FEUDALIMOS - PARTE 2
A SOCIEDADE FEUDAL
A PESTE NEGRA
AS CRUZADAS
INSTRUMENTOS DE TORTURA NA IDADE MÉDIA
A IGREJA MEDIEVAL

ROMA: IMPÉRIO


IMPÉRIO (27 a.C. – 476 d.C.)

Alto Império (27 a.C. – 235 d.C.)

· Apogeu da Civilização Romana
· Principado de Augustus
· Política da Pax Romana
· Nascimento do Cristianismo (Religião Subversiva – Perseguição aos Cristãos)

Baixo Império (235 – 476)

1) A Crise do Século III – Escravismo:
o Pax Romana
o Inflação – Desabastecimento
o Rigor Fiscal
o Êxodo Urbano – Ruralização (Villas – Colonato)

2) A Crise Política:
o Incapacidade Política dos Imperadores
o Corrupção nas Províncias
o Disputa entre o poder central e as províncias

3) A Crise do Exército:
o Atrasos no Pagamento do Soldo

4) Tentativas de Contenção da Crise:

a) Dioclesiano: Tetrarquia
b) Constantino:
Ø Constantinopla
Ø Edito de Milão (313 – Legalização)
c) Teodósio:
Ø Oficialização do Cristianismo (Edito de Tessalônica – 391)
Ø Última e definitiva divisão do Império (Ocidente e Oriente)

5) As Invasões Germânicas:
· Federalismo
· 410: Invasão dos Visigodos
· Pressão dos Hunos
· 476: Deposição do último imperador romano Rômulo Augusto por Odoacro, rei dos bárbaros Hérulos – Queda do Império Romano no Ocidente

CULTURA ROMANA

· Código de DIREITO (Direito Civil, das Gentes e Natural)
· Arquitetura: Prática (estradas, pontes, aquedutos, Fórum, estádios)
· Literatura: Uso do Latim (Cícero e Ovídio)
· Religião: Paganismo (Gregos) e Cristianismo

ESQUEMA DE AULA - ROMA ANTIGA - MONARQUIA - REPÚBLICA - CRISE REPUBLICANA


ROMA ANTIGA


· Povoamento de Roma: Italiotas, Etruscos e Gregos

MONARQUIA (753 – 509 a.C.)

· Economia: Agro-Pastoril
· Sociedade: Estratificada (Patrícios e Plebeus)
· Política: Rei Eleito
· Declínio: revolta patrícia contra tentativa de centralização do poder do rei

REPÚBLICA (509 – 27 a.C.)

· “Governo dos Patrícios para os Patrícios”
· Assembléias:
o Assembléia Curiata: funções religiosas
o Assembléia Centuriata: eleição dos cônsules e magistrados
o Assembléias Plebis: eleição dos Tribunos da Plebe

· Magistraturas:
o Consulado: Civil e Militar (cargo de 1 ano)
o Ditador: 6 meses
o Pretores: Justiça
o Questores: Cobradores de Impostos
o Censores: Censo
o Edis: Diversões
o Pontífice: Religião

CONQUISTAS DA PLEBE

· 496 a.C.: fuga para o Monte Sagrado
· Tribuno da Plebe – Plebiscito
· 450 a.C.: Lei das Doze Tábuas
· 445 a.C. Lei Canuléia
· 367 a.C. Lei Licínia

EXPANSÃO TERRITORIAL ROMANA

· Conquista da Península Itálica
· Conquista do Mediterrâneo:
o Ocidental: Guerras Púnicas (Roma X Cartago)



CONSEQÜÊNCIAS DA EXPANSÃO ROMANA

· Controle do Mediterrâneo (Mare Nostrum)
· Divisão Internacional do Trabalho
· Latifúndios escravistas no ocidente em especial
· Itália: Economia Importadora
· Afluxo de Riquezas e Escravos
· Falência de Pequenos e Médios Proprietários
· Êxodo Rural
· Formação da Clientela Urbana
· Desenvolvimento da Política do Pão e Circo
· Homens Novos X Patrícios
· Crise da República

CRISE DA REPÚBLICA

· Os Irmãos Graco: Tribunos da Plebe

133 a.C.: Tibério Graco (Reforma Agrária)
o 123 a.C.: Caio Graco (Democracia e Leis Frumentárias)

· Ditaduras de Mário e Sila: Guerra Civil
· O Primeiro Triunvirato (60 a.C): Pompeu, Crasso e Júlio César

. Ditadura de Júlio César
· O Segundo Triunvirato (43 a.C.): Marco Antônio, Caio Otávio e Lépido
·

domingo, 22 de março de 2009

GREGOS


Principais contribuições culturais gregas :

Cultura Grega :

*A Grécia Antiga era conhecida também por Hélado (devido ao mito de Heleno );
*A cultura grega , foi influenciada pela religião ;
*Os Deuses gregos tinham características antropomórficas , isto é , eram representados por ídolos com formas humanas .Eram considerados semelhantes aos homens , possuindo também sentimento bons ou maus ;
*Havia uma relação entre Deuses e homens .O que norteava essas relações eram as lendas .As lendas deram origem aos mitos;
*Paro os gregos o homem era o centro do universo (antropocentrismo );
* Os Jogos Olímpicos eram realizados em homenagem aos Deuses .E caso algumas cidades , estivessem em guerra neste período, ela seria interrompida ;
*O teatro , foi uma das heranças deixadas pelos gregos , utilizadas até os dias atuais .Os mais destacados teatrólogos gregos foram :Ésquilo , Sófacles ...;
*A Filosofia grega , era um acontecimento , muito presente na vida dos gregos .Ambos , observavam um fato, refletiam , para depois buscarem uma explicação racional e lógica .A esse método de compreensão ao tudo que esta em nossa volta , chamamos de FILOSOFIA.Dentre os destaques desta cultura grega , deve ser mencionado , Tales de Mileto , Demócrito , Sócrates e Plantão ;
*A poesia grega, desenvolveu -se , criando gêneros épicos e líricos , como Odisséia , Homero . Através destas obras , podemos conhecer o período da historia da Grécia melhor ;
*A arquitetura grega caracterizou -se pelo feitio da construções das colunas .Estas diferenciavam -se em três estilos :jônico, dórico e coríntio;
*O século de Péricles , foi o período ao qual chamamos de esplendor da democracia .Durou 30 (trinta ) anos , embelezando as cidades com esplêndidas construções;
*Após , o domínio de Alexandre , as cidades-estados da Grécia , estavam delipilitadas , assim ampliou o domínio macedônico , conquistando a Síria , a Fenícia , dando origem ao período chamado de helenismo ( concretizava o ideal de Alexandre o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava .Foi neste período que as ciências particulares têm seu primeiro e grande desenvolvimento ).

Esquema :conclusões das páginas 200 e 201.(Cultura Grega ).
Alunos :1 B Prof :Paulão-Colégio Anjo da Guarda
Camila Maria Galo da Silva .1 B Número :04

HEBREUS


Hebreus

O povo Hebreu teve início com sua organização na Mesopotâmia , falavam o hebraico , uma língua semita , também designados a outros povos que habitaram na Mesopotâmia .Segunda essa tradição bíblica esse povo viveu na região da Caldeía , por volta de 1900 a.c.
Abrão (patriarca do povo hebreu ), recebe um chamado de Iavé (deus em qual perenigram ) e conduz os hebreus a Canaã (região da
Palestina).Cegando a "Terra Prometida ", os hebreus se dividem em clãs (construído por patriarca , seus filhos e servos ),aonde praticavam o pastore iro e um único tipo de agricultura , nas zonas montanhosas do sul da Palestina , estes clãs também só cultivavam um único Deus (moniteístas ).
Os hebreus permaneceram por três séculos na Palestina , até a ocorrência de uma violenta seca que abalou a região .Algumas tribos , sob liderança de Jacó , migraram para o Egito e lá ficaram por quatrocentos anos , período que coincidiu com a dominação dos hicsos , que cooperaram com os hebreus .Quando os hicsos foram expulsos os hebreus passaram a sofrer perseguições e foram condenados a pagar altos impostos e até mesmo escravizados.
Essa opressão só terminou com o aparecimento de Moíses , que liderou o povo hebreu a Cannã .Episódio conhecido como : EXÔDO.
De acordo , com os princípios religiosos Moisés , recebeu os dez mandamentos no Monte Sinais , mandamentos que orientavam a conduta do povo hebreu .Moisés morreu antes de chegar a Palestina e foi substituído por Josué , que concluiu a longa caminhada a Palestina .Porém a terra já estava ocupada por outros povos como cananeus e filisteus .Seria necessário , então , lutar para reconquistar Canaã.Como os patriarcas eram líderes religiosos e não guerreiros , eles deram lugar oas juízes , chefes militares que passariam a comandar os hebreus na luta pela terra .Mais tarde, para unir o povo e centralizar o poder religioso , polílito , fundou-se a monarquia .
A monarquia durou quase um século e o rei centralizava todo o poder .No governo de Saul , os filisteus atacaram e derrotaram os hebreus e o rei , para não cair em mãos inimigas , se suicidou , seu sucessor foi Davi , que fez inúmeras campanhas militares expandindo o território da Palestina , unificou as tribos e estabeleceu a capital em Jerusalém .
Davi foi sucedido por Salomão .Durante seu reinado ocorreu o desenvolvimento do comércio e do artesanato.Foi construído o templo de Jerusalém ,um santuário onde deveria ficar a barca das alianças e as Tábuas da Lei .Com a morte de Salomão , houve o CISMA : separação da tribos hebraicas em dois reinos , Israel , ao norte , capital em Samira , e Judá ao Sul , capital em Jerusalém.
Em 722 a.c. , o Reino de Israel foi conquistado pelos assírios , chefiados por Sargão III.O Reino de Judá foi conquistado pelos caldeus , comam dados por Nabucodonosor .Muitos habitantes foram aprisionados e levados para a Babilônia (Cativeiro da Babilônia ).Quando o rei Ciro , dominou a Pérsia , libertou os hebreus e permitiu que voltasse a Palestina .Assim , os judeus , passaram a viver em diferentes países , mas conseguiram manter a unidade cultural .Ou seja , a destruição de Jerusalém , fez com que os judeus se dispersassem pelo mundo , a chamada DIÁSPORA JUDAÍCA.

Nome :Camila Maria Galo da Silva
N:04
Seríe:1B

OS FENICIOS







Fenícios

Os fenícios era uma civilização oriental, que ocupava uma estreita área, com aproximadamente 40 km de largura, entre o mar Mediterrâneo e as montanhas do Líbano. Atualmente essa região corresponde ao Líbano e a parte da Síria.

Era um povo de língua semítica, ligado aos cananeus da antiga Palestina. Fundaram as primeiras povoações na costa mediterrânea por volta de 2500 a.C. No começo de sua história desenvolveram-se sob a influência das culturas suméria e acádia da vizinha Babilônia. Por volta de 1800 a.C., o Egito, que começava a formar um império no Oriente Médio, invadiu e controlou a Fenícia, controlando-a até cerca de 1400 a.C. Por volta de 1100 a.C. os fenícios tornaram-se independentes do Egito e converteram-se nos melhores comerciantes e marinheiros do mundo clássico.

Devido a sua localização pouco propícia á agricultura - O relevo fenício era montanhoso e árido - e muito próxima do mar Mediterrâneo, os fenícios desenvolveram sua civilização em função do comércio marítimo, atividade em que foram os grandes mestres da antigüidade.
A contribuição fenícia mais importante para a civilização foi o alfabeto. Atribui-se também a esta cultura a invenção da tinta de púrpura e do vidro. As cidades fenícias foram famosas por sua religião politeísta e seus templos eram o centro da vida cívica. A divindade fenícia mais importante era Astarté. Como a Fenícia foi composta por diversas cidades-estado (Arad, Biblos, Tiro, Sídon) em cada uma destas cidades os deuses recebiam nomes diferentes, embora fossem comuns á toda sua civilização. Não por acaso o regime político era uma talassocracia, que atribuía o poder aos homens ligados ao mar. Graças ás suas grandes habilidades como navegadores, entre os séculos X e I a.C os fenícios estabeleceram rotas comerciais ao longo de todo o Mediterrâneo e até mesmo na costa atlântica da península ibérica e no norte da África. A conjugação da forte vocação marítima com uma grande habilidade comercial resultou na fundação de diversas colônias fenícias, como Cartago, Creta, Gadir e Tingis. Após o século V a Fenícia foi ocupada pela macedônia e deixou de existir como unidade política, embora suas colônias continuassem a prosperar economicamente devido ao comércio marítimo.Cartago, a principal colônia fenícia chegou a duelar com a poderosa civilização romana pela hegemonia das rotas marítimas no mediterrâneo, em um conflito que ficou conhecido como Guerras Púnicas, no ano de 146 a.C. Derrotados pelos romanos, pouco restou dos fenícios no Mediterrâneo.

Marina Brunelli
Flávia Salvatore

CONTRIBUIÇAO PARA ESTUDOS SOBRE O EGITO

Bruno José Palhares
Número 3
Série 1B
E-mail bruno.jpalhares@hotmail.com
Cultura do EGITO
Para a maioria dos Egípcios, a vida e o estilo de vida não mudaram muito durante centenas de anos. O Séc. XX deixou com certeza as suas marcas na forma de refrigerantes, Levis, e televisão. No entanto, para a maioria da população Fellahin (camponeses), as casas continuam a ser as mesmas de sempre. Há uma atitude entre a maioria dos egípcios de que o será, será. Permanece uma visão quase fatalista, produto de milhares de anos de peste, fome, invasões e inundações. Para grande parte deles, a vida é ditada pelas mesmas circunstancias que existiam para as gerações anteriores.
Desde que os primeiros adobes foram colocados na Pirâmide de Unas em Saqarra no séc. XIV a.C., que a pintura faz parte da vida egípcia. Mas foram os Faraós que foram especialmente generosos em adornar os interiores das suas tumbas, com imagens do além e da ressurreição. A pintura contemporânea egípcia foi fortemente influenciada pela cultura ocidental e foi só a partir da Segunda metade do séc. XX que pintores egípcios começaram a romper com estas influências. Entres os artistas contemporâneos mais conhecidos encontram-se Gazba Serri, Inji Eflatoun, Abdel Wahab Morsi e Wahib Nasser.
A musica popular no Egito, significava até á pouco tempo, a voz única de Om Kolthum, " a mãe do Egito ". Morreu em 1975 mas a sua música e a sua lenda sobreviveram. Baseadas em operetas e poesia as suas canções são as mais conhecidas para os ouvintes ocidentais.
Outros notáveis foram Abdel Halim al-Hafez e Mohammed Abd el-Wahaab.
Elementos da musica pop ocidental, estão gradualmente a ser integrados na música egípcia contemporânea e como expoentes de um novo estilo estão Iheb Tawfik, Mohammed Fouad e Hakim.
Apesar do Egito ser famoso pela "dança do ventre", o movimento ondulante do corpo é encarado geralmente como vulgar e promíscuo. Grande parte das bailarinas da dança do ventre que se encontram nas estâncias turísticas são na realidade europeias ou norte americanas, pois para uma mulher Árabe, é considerado impróprio um comportamento tão provocante.
As bailarinas Árabes, tal como Fifi Abdou, têm que ter guarda costas para as protegerem dos islâmicos mais radicais. No entanto, nas grandes reuniões de família - casamentos ou festas privadas - dançar é por vezes parte dos divertimentos.
Em 1988, Naguib Mahfouz recebeu o prémio Nobel da literatura pelo livre "A Trilogia do Cairo". Mahfouz tem mais de quarenta livros e guiões editados com o seu nome. O seu livro de 1956 "Crianças do Beco" , continua a ser banida no Egipto, e muitos encaram-na como uma blasfémia ( em 1995 foi realizado um atentado ao autor de 83 anos e pensa-se que o livro tenha sido a principal causa). Outros grandes autores são Tawfiq al- Hakim, Yahya Haqqi e Yusuf Idris . A seguir a Mohfouz, será provavelmente Nawal el- Saadawi a autora mais conhecida do Egito sendo no entanto mais respeitada no estrangeiro.
Fonte: www.saltlake.com.br
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Economia do Egito
A economia do Egito tem um PIB de aproximadamente 200 bilhões de dólares, segundo o método PPC. O Egito tem quatro principais fontes econômicas, em primeiro lugar vem o turismo, que tem como atrações as pirâmides, e o litoral do Mar Mediterrâneo. Em segundo lugar vem a extração e a exportação de petróleo, que gera emprego e lucros para o governo. Em seguida vem os impostos e as taxas alfandegárias que são cobradas sobre os navios que passam pelo canal de Suez, e em último vem as ajudas que são arremetidas por egípcios que vão para outros países e mandam dinheiro para suas famílias. No tempo antigo, a economia do Egito era à base de trocas.
Economia na História*
Economia é toda baseada na agricultura, com o método de produção asiático. O faraó é o dono de todas as terras do país, organizando todo trabalho agrícola. Também administrava as construções, e minas
No Egito predominava o regime de servidão coletiva, onde todos eram obrigados a trabalhar para sustentar o faraó, ou pagavam tributos na forma de bens para o estado.
As principais atividades econômicas exercidas no Egito eram a agricultura, criação de animais, comércio externo e forjamento de metais.
Agricultura*
Na agricultura destacaram-se no cultivo evada, faziam cerveja, bebida, e, finalmente o papiro natural do delta do Nilo, servia para fabricar cordas, sandálias, barcos e principalmente papel (papiro), muito usado até a Idade Média.
Pecuária*
No Egito se criava: bois, carneiros, cabras, porcos, aves e asnos. A criação de cavalos só começou no Egito quando os hicsos invadiram o país em 1750 a.C., que usaram os cavalos contra o exército egípcio, que copiou a estratégia depois da invasão. A carne era um alimento de luxo, só os ricos podiam desfrutar dos prazeres das carnes. A população pobre só comia carne em ocasiões festivas e especiais.
Comércio*
O comércio no Egito funcionava a base de trocas, pois não conheciam o dinheiro naquela época. Essa prática se tornou mais intensa no novo Império, quando as importações e exportações se intensificaram com os contatos comercias com a ilha de Creta, a Palestina, Fenícia e a Síria. Além disso, desenvolveram uma indústria bastante artesanal, com produção de armas, barcos, cerâmica, tijolos, tecidos, objetos de vidro, couro e metais. Todos esses produtos que eram produzidos pelos artesãos eram exportados. Os produtos mais importados pelos egípcios eram o marfim, peles de animais, perfumes e outros utensílios usados pelos ricos.
Forjamento de Metais*
Os egípcios primitivos aprenderam a usar o cobre e o ouro. Forjavam ferramentas, armas e jóias. Depois começaram a fabricar bronze mais duro de cobre e estanho em fornalha. Já no novo Império, inventaram foles que eram operados com o pé. O metal derretido era despejado em formas.
Transportes*
Com as construções das pirâmides era necessário transportar as pedras de navio. Durante as cheias do Nilo, os egípcios faziam as pedras flutuar até a orla do deserto. Esses navios eram construídos de madeira do Líbano. Esses navios eram dirigidos com a ajuda de grandes remos, presos à popa. Os egípcios foram os primeiros a usar velas. Mas, para atravessar o Nilo, os homens comuns do Egito utilizavam barcos de junco para pescar e caçar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

CONTRIBUIÇÃO DA ALUNA CAMILA GALO

Principais contribuições culturais gregas :

Cultura Grega :

*A Grécia Antiga era conhecida também por Hélado (devido ao mito de Heleno );
*A cultura grega , foi influenciada pela religião ;
*Os Deuses gregos tinham características antropomórficas , isto é , eram representados por ídolos com formas humanas .Eram considerados semelhantes aos homens , possuindo também sentimento bons ou maus ;
*Havia uma relação entre Deuses e homens .O que norteava essas relações eram as lendas .As lendas deram origem aos mitos;
*Paro os gregos o homem era o centro do universo (antropocentrismo );
* Os Jogos Olímpicos eram realizados em homenagem aos Deuses .E caso algumas cidades , estivessem em guerra neste período, ela seria interrompida ;
*O teatro , foi uma das heranças deixadas pelos gregos , utilizadas até os dias atuais .Os mais destacados teatrólogos gregos foram :Ésquilo , Sófacles ...;
*A Filosofia grega , era um acontecimento , muito presente na vida dos gregos .Ambos , observavam um fato, refletiam , para depois buscarem uma explicação racional e lógica .A esse método de compreensão ao tudo que esta em nossa volta , chamamos de FILOSOFIA.Dentre os destaques desta cultura grega , deve ser mencionado , Tales de Mileto , Demócrito , Sócrates e Plantão ;
*A poesia grega, desenvolveu -se , criando gêneros épicos e líricos , como Odisséia , Homero . Através destas obras , podemos conhecer o período da historia da Grécia melhor ;
*A arquitetura grega caracterizou -se pelo feitio da construções das colunas .Estas diferenciavam -se em três estilos :jônico, dórico e coríntio;
*O século de Péricles , foi o período ao qual chamamos de esplendor da democracia .Durou 30 (trinta ) anos , embelezando as cidades com esplêndidas construções;
*Após , o domínio de Alexandre , as cidades-estados da Grécia , estavam delipilitadas , assim ampliou o domínio macedônico , conquistando a Síria , a Fenícia , dando origem ao período chamado de helenismo ( concretizava o ideal de Alexandre o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava .Foi neste período que as ciências particulares têm seu primeiro e grande desenvolvimento )

Esquema :conclusões das páginas 200 e 201.(Cultura Grega ).
Alunos :1 B Prof :Paulão-Colégio Anjo da Guarda
Camila Maria Galo da Silva .1 B Número :04

OS HEBREUS - CONTRIBUIÇÃO DA ALUNA CAMILA GALO

Hebreus

O povo Hebreu teve início com sua organização na Mesopotâmia , falavam o hebraico , uma língua semita , também designados a outros povos que habitaram na Mesopotâmia .Segunda essa tradição bíblica esse povo viveu na região da Caldeía , por volta de 1900 a.c.
Abrão (patriarca do povo hebreu ), recebe um chamado de Iavé (deus em qual perenigram ) e conduz os hebreus a Canaã (região da
Palestina).Cegando a "Terra Prometida ", os hebreus se dividem em clãs (construído por patriarca , seus filhos e servos ),aonde praticavam o pastore iro e um único tipo de agricultura , nas zonas montanhosas do sul da Palestina , estes clãs também só cultivavam um único Deus (moniteístas ).
Os hebreus permaneceram por três séculos na Palestina , até a ocorrência de uma violenta seca que abalou a região .Algumas tribos , sob liderança de Jacó , migraram para o Egito e lá ficaram por quatrocentos anos , período que coincidiu com a dominação dos hicsos , que cooperaram com os hebreus .Quando os hicsos foram expulsos os hebreus passaram a sofrer perseguições e foram condenados a pagar altos impostos e até mesmo escravizados.
Essa opressão só terminou com o aparecimento de Moíses , que liderou o povo hebreu a Cannã .Episódio conhecido como : EXÔDO.
De acordo , com os princípios religiosos Moisés , recebeu os dez mandamentos no Monte Sinais , mandamentos que orientavam a conduta do povo hebreu .Moisés morreu antes de chegar a Palestina e foi substituído por Josué , que concluiu a longa caminhada a Palestina .Porém a terra já estava ocupada por outros povos como cananeus e filisteus .Seria necessário , então , lutar para reconquistar Canaã.Como os patriarcas eram líderes religiosos e não guerreiros , eles deram lugar oas juízes , chefes militares que passariam a comandar os hebreus na luta pela terra .Mais tarde, para unir o povo e centralizar o poder religioso , polílito , fundou-se a monarquia .
A monarquia durou quase um século e o rei centralizava todo o poder .No governo de Saul , os filisteus atacaram e derrotaram os hebreus e o rei , para não cair em mãos inimigas , se suicidou , seu sucessor foi Davi , que fez inúmeras campanhas militares expandindo o território da Palestina , unificou as tribos e estabeleceu a capital em Jerusalém .
Davi foi sucedido por Salomão .Durante seu reinado ocorreu o desenvolvimento do comércio e do artesanato.Foi construído o templo de Jerusalém ,um santuário onde deveria ficar a barca das alianças e as Tábuas da Lei .Com a morte de Salomão , houve o CISMA : separação da tribos hebraicas em dois reinos , Israel , ao norte , capital em Samira , e Judá ao Sul , capital em Jerusalém.
Em 722 a.c. , o Reino de Israel foi conquistado pelos assírios , chefiados por Sargão III.O Reino de Judá foi conquistado pelos caldeus , comam dados por Nabucodonosor .Muitos habitantes foram aprisionados e levados para a Babilônia (Cativeiro da Babilônia ).Quando o rei Ciro , dominou a Pérsia , libertou os hebreus e permitiu que voltasse a Palestina .Assim , os judeus , passaram a viver em diferentes países , mas conseguiram manter a unidade cultural .Ou seja , a destruição de Jerusalém , fez com que os judeus se dispersassem pelo mundo , a chamada DIÁSPORA JUDAÍCA.

Nome :Camila Maria Galo da Silva

CURIOSIDADE: OS ASSÍRIOS - colaboração do aluno VITOR MATHIAS


VÍDEOS QUE RETRATAM A CIVILIZAÇÃO ASSÍRIA







Os Assirios viviam em uma região ao Norte da Mesopotâmia, região extremamente exposta, o que fazia com que muitos exércitos usassem a passagem para chegar ao outro lado, arrasando assim, quase sempre, os Assirios. Por isso, eles se viram obrigados a ter um exército forte e preparado para guerras. Os Assirios desenvolveram um exército forte, com armas de ferro e cavalaria pesada. Conquistaram a Babilônia, o Egito, a Siria e a Palestina, em sua época áurea. O apogeu deu-se na época do rei Assurbanipal, que usava de táticas muito cruéis em batalha. Isso levou à revolta secreta dos povos conquistados. Com a morte do rei, o poder Assirio se enfraqueceu, causando a revolta dos revoltosos, causando assim, a decadência do Império Assírio.

quinta-feira, 5 de março de 2009

MULHERES DE ATENAS: MÚSICA DE CHICO BUARQUE

ESSA É UMA MÚSICA INTERESSANTE PARA DEBATER A CONDIÇÃO DE VIDA DE MULHER ATENIENSE.
http://www.youtube.com/watch?v=HNG8RfYdikE&feature=PlayList&p=860E92298C8A633D&playnext=1&index=4


Mulheres de Atenas
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenasSerenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

ATENÇÃO GALERA DO PRIMEIRO ANO: HOJE IREMOS COMPARAR A EDUCAÇÃO ESPARTANA COM A EDUCAÇÃO ATENIENSE. ASSISTA AO VÍDEO E LEIA O TEXTO PROPOSTO.

VÍDEO A EDUCAÇÃO GREGA



SÓCRATES: A Vida

Quem valorizou a descoberta do homem feita pelos sofistas, orientando-a para os valores universais, segundo a via real do pensamento grego, foi Sócrates. Nasceu Sócrates em 470 ou 469 a.C., em Atenas, filho de Sofrônico, escultor, e de Fenáreta, parteira. Aprendeu a arte paterna, mas dedicou-se inteiramente à meditação e ao ensino filosófico, sem recompensa alguma, não obstante sua pobreza. Desempenhou alguns cargos políticos e foi sempre modelo irrepreensível de bom cidadão. Combateu a Potidéia, onde salvou a vida de Alcebíades e em Delium, onde carregou aos ombros a Xenofonte, gravemente ferido. Formou a sua instrução sobretudo através da reflexão pessoal, na moldura da alta cultura ateniense da época, em contato com o que de mais ilustre houve na cidade de Péricles.
Inteiramente absorvido pela sua vocação, não se deixou distrair pelas preocupações domésticas nem pelos interesses políticos. Quanto à família, podemos dizer que Sócrates não teve, por certo, uma mulher ideal na quérula Xantipa; mas também ela não teve um marido ideal no filósofo, ocupado com outros cuidados que não os domésticos.
Quanto à política, foi ele valoroso soldado e rígido magistrado. Mas, em geral, conservou-se afastado da vida pública e da política contemporânea, que contrastavam com o seu temperamento crítico e com o seu reto juízo. Julgava que devia servir a pátria conforme suas atitudes, vivendo justamente e formando cidadãos sábios, honestos, temperados - diversamente dos sofistas, que agiam para o próprio proveito e formavam grandes egoístas, capazes unicamente de se acometerem uns contra os outros e escravizar o próximo.
Entretanto, a liberdade de seus discursos, a feição austera de seu caráter, a sua atitude crítica, irônica e a conseqüente educação por ele ministrada, criaram descontentamento geral, hostilidade popular, inimizades pessoais, apesar de sua probidade. Diante da tirania popular, bem como de certos elementos racionários, aparecia Sócrates como chefe de uma aristocracia intelectual. Esse estado de ânimo hostil a Sócrates concretizou-se, tomou forma jurídica, na acusação movida contra ele por Mileto, Anito e Licon: de corromper a mocidade e negar os deuses da pátria introduzindo outros. Sócrates desdenhou defender-se diante dos juizes e da justiça humana, humilhando-se e desculpando-se mais ou menos. Tinha ele diante dos olhos da alma não uma solução empírica para a vida terrena, e sim o juízo eterno da razão, para a imortalidade. E preferiu a morte. Declarado culpado por uma pequena minoria, assentou-se com indômita fortaleza de ânimo diante do tribunal, que o condenou à pena capital com o voto da maioria.

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Tendo que esperar mais de um mês a morte no cárcere - pois uma lei vedava as execuções capitais durante a viagem votiva de um navio a Delos - o discípulo Criton preparou e propôs a fuga ao Mestre. Sócrates, porém, recusou, declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos. Especialmente famoso é o diálogo sobre a imortalidade da alma - que se teria realizado pouco antes da morte e foi descrito por Platão no Fédon com arte incomparável. Suas últimas palavras dirigidas aos discípulos, depois de ter sorvido tranqüilamente a cicuta, foram: "Devemos um galo a Esculápio". É que o deus da medicina tinha-o livrado do mal da vida com o dom da morte. Morreu Sócrates em 399 a.C. com 71 anos de idade.
Método de Sócrates
É a parte polêmica. Insistindo no perpétuo fluxo das coisas e na variabilidade extrema das impressões sensitivas determinadas pelos indivíduos que de contínuo se transformam, concluíram os sofistas pela impossibilidade absoluta e objetiva do saber. Sócrates restabelece-lhe a possibilidade, determinando o verdadeiro objeto da ciência.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, oconceitoque se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar-lhes as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter-lhes o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa. Por onde se vê que a indução socrática não tem o caráter demonstrativo do moderno processo lógico, que vai do fenômeno à lei, mas é um meio de generalização, que remonta do indivíduo à noção universal.
Praticamente, na exposição polêmica e didática destas idéias, Sócrates adotava sempre o diálogo, que revestia uma dúplice forma, conforme se tratava de um adversário a confutar ou de um discípulo a instruir. No primeiro caso, assumia humildemente a atitude de quem aprende e ia multiplicando as perguntas até colher o adversário presunçoso em evidente contradição e constrangê-lo à confissão humilhante de sua ignorância. É a ironiasocrática. No segundo caso, tratando-se de um discípulo (e era muitas vezes o próprio adversário vencido), multiplicava ainda as perguntas, dirigindo-as agora ao fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito, uma definição geral do objeto em questão. A este processo pedagógico, em memória da profissão materna, denominava ele maiêutica ou engenhosa obstetrícia do espírito, que facilitava a parturição das idéias.
Doutrinas Filosóficas
A introspecção é o característico da filosofia de Sócrates. E exprime-se no famoso lema conhece-te a ti mesmo - isto é, torna-te consciente de tua ignorância - como sendo o ápice da sabedoria, que é o desejo da ciência mediante a virtude. E alcançava em Sócrates intensidade e profundidade tais, que se concretizava, se personificava na voz interior divina do gênio ou demônio.
Como é sabido, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemo-las especialmente aos seus dois discípulos Xenofonte e Platão, de feição intelectual muito diferente. Xenofonte, autor de Anábase, em seus Ditos Memoráveis, legou-nos de preferência o aspecto prático e moral da doutrina do mestre. Xenofonte, de estilo simples e harmonioso, mas sem profundidade, não obstante a sua devoção para com o mestre e a exatidão das notícias, não entendeu o pensamento filosófico de Sócrates, sendo mais um homem de ação do que um pensador. Platão, pelo contrário, foi filósofo grande demais para nos dar o preciso retrato histórico de Sócrates; nem sempre é fácil discernir o fundo socrático das especulações acrescentadas por ele. Seja como for, cabe-lhe a glória e o privilégio de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem como o seu biógrafo genial. Com efeito, pode-se dizer que Sócrates é o protagonista de todas as obras platônicas embora Platão conhecesse Sócrates já com mais de sessenta anos de idade.
"Conhece-te a ti mesmo" - o lema em que Sócrates cifra toda a sua vida de sábio. O perfeito conhecimento do homem é o objetivo de todas as suas especulações e a moral, o centro para o qual convergem todas as partes da filosofia. A psicologia serve-lhe de preâmbulo, a teodicéia de estímulo à virtude e de natural complemento da ética.
Em psicologia, Sócrates professa a espiritualidade e imortalidade da alma, distingue as duas ordens de conhecimento, sensitivo e intelectual, mas não define o livre arbítrio, identificando a vontade com a inteligência.
Em teodicéia, estabelece a existência de Deus: a) com o argumento teológico, formulando claramente o princípio: tudo o que é adaptado a um fim é efeito de uma inteligência; b) com o argumento, apenas esboçado, da causa eficiente: se o homem é inteligente, também inteligente deve ser a causa que o produziu; c) com o argumento moral: a lei natural supõe um ser superior ao homem, um legislador, que a promulgou e sancionou. Deus não só existe, mas é também Providência, governa o mundo com sabedoria e o homem pode propiciá-lo com sacrifícios e orações. Apesar destas doutrinas elevadas, Sócrates aceita em muitos pontos os preconceitos da mitologia corrente que ele aspira reformar.
Moral. É a parte culminante da sua filosofia. Sócrates ensina a bem pensar para bem viver. O meio único de alcançar a felicidade ou semelhança com Deus, fim supremo do homem, é a prática da virtude. A virtude adquiri-se com a sabedoria ou, antes, com ela se identifica. Esta doutrina, uma das mais características da moral socrática, é conseqüência natural do erro psicológico de não distinguir a vontade da inteligência. Conclusão: grandeza moral e penetração especulativa, virtude e ciência, ignorância e vício são sinônimos. "Se músico é o que sabe música, pedreiro o que sabe edificar, justo será o que sabe a justiça".
Sócrates reconhece também, acima das leis mutáveis e escritas, a existência de uma lei natural - independente do arbítrio humano, universal, fonte primordial de todo direito positivo, expressão da vontade divina promulgada pela voz interna da consciência.
Sublime nos lineamentos gerais de sua ética, Sócrates, em prática, sugere quase sempre a utilidade como motivo e estímulo da virtude. Esta feição utilitarista empana-lhe a beleza moral do sistema.
Gnosiologia
O interesse filosófico de Sócrates volta-se para o mundo humano, espiritual, com finalidades práticas, morais. Como os sofistas, ele é cético a respeito da cosmologia e, em geral, a respeito da metafísica; trata-se, porém, de um ceticismo de fato, não de direito, dada a sua revalidação da ciência. A única ciência possível e útil é a ciência da prática, mas dirigida para os valores universais, não particulares. Vale dizer que o agir humano - bem como o conhecer humano - se baseia em normas objetivas e transcendentes à experiência. O fim da filosofia é a moral; no entanto, para realizar o próprio fim, é mister conhecê-lo; para construir uma ética é necessário uma teoria; no dizer de Sócrates, a gnosiologia deve preceder logicamente a moral. Mas, se o fim da filosofia é prático, o prático depende, por sua vez, totalmente, do teorético, no sentido de que o homem tanto opera quanto conhece: virtuoso é o sábio, malvado, o ignorante. O moralismo socrático é equilibrado pelo mais radical intelectualismo, racionalismo, que está contra todo voluntarismo, sentimentalismo, pragmatismo, ativismo.
A filosofia socrática, portanto, limita-se à gnosiologia e à ética, sem metafísica. A gnosiologia de Sócrates, que se concretizava no seu ensinamento dialógico, donde é preciso extraí-la, pode-se esquematicamente resumir nestes pontos fundamentais: ironia, maiêutica, introspecção, ignorância, indução, definição. Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica. Sócrates, de par com os sofistas, ainda que com finalidade diversa, reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, a ciência, mediante a razão. Isto quer dizer que a instrução não deve consistir na imposição extrínseca de uma doutrina ao discente, mas o mestre deve tirá-la da mente do discípulo, pela razão imanente e constitutiva do espírito humano, a qual é um valor universal. É a famosa maiêutica de Sócrates, que declara auxiliar os partos do espírito, como sua mãe auxiliava os partos do corpo.
Esta interioridade do saber, esta intimidade da ciência - que não é absolutamente subjetivista, mas é a certeza objetiva da própria razão - patenteiam-se no famoso dito socrático"conhece-te a ti mesmo" que, no pensamento de Sócrates, significa precisamente consciência racional de si mesmo, para organizar racionalmente a própria vida. Entretanto, consciência de si mesmo quer dizer, antes de tudo, consciência da própria ignorância inicial e, portanto, necessidade de superá-la pela aquisição da ciência. Esta ignorância não é, por conseguinte, ceticismo sistemático, mas apenas metódico, um poderoso impulso para o saber, embora o pensamento socrático fique, de fato, no agnosticismo filosófico por falta de uma metafísica, pois, Sócrates achou apenas a forma conceptual da ciência, não o seu conteúdo.
O procedimento lógico para realizar o conhecimento verdadeiro, científico, conceptual é, antes de tudo, a indução: isto é, remontar do particular ao universal, da opinião à ciência, da experiência ao conceito. Este conceito é, depois, determinado precisamente mediante a definição, representando o ideal e a conclusão do processo gnosiológico socrático, e nos dá a essência da realidade.
A Moral
Como Sócrates é o fundador da ciência em geral, mediante a doutrina do conceito, assim é o fundador, em particular da ciência moral, mediante a doutrina de que eticidade significa racionalidade, ação racional. Virtude é inteligência, razão, ciência, não sentimento, rotina, costume, tradição, lei positiva, opinião comum. Tudo isto tem que ser criticado, superado, subindo até à razão, não descendo até à animalidade - como ensinavam os sofistas. É sabido que Sócrates levava a importância da razão para a ação moral até àquele intelectualismo que, identificando conhecimento e virtude - bem como ignorância e vício - tornava impossível o livre arbítrio. Entretanto, como a gnosiologia socrática carece de uma especificação lógica, precisa - afora a teoria geral de que a ciência está nos conceitos - assim a ética socrática carece de um conteúdo racional, pela ausência de uma metafísica. Se o fim do homem for o bem - realizando-se o bem mediante a virtude, e a virtude mediante o conhecimento - Sócrates não sabe, nem pode precisar este bem, esta felicidade, precisamente porque lhe falta uma metafísica. Traçou, todavia, o itinerário, que será percorrido por Platão e acabado, enfim, por Aristóteles. Estes dois filósofos, partindo dos pressupostos socráticos, desenvolverão uma gnosiologia acabada, uma grande metafísica e, logo, uma moral.
Escolas Socráticas Menores
A reforma socrática atingiu os alicerces da filosofia. A doutrina do conceito determina para sempre o verdadeiro objeto da ciência: a indução dialética reforma o método filosófico; a ética une pela primeira vez e com laços indissolúveis a ciência dos costumes à filosofia especulativa. Não é, pois, de admirar que um homem, já aureolado pela austera grandeza moral de sua vida, tenha, pela novidade de suas idéias, exercido sobre os contemporâneos tamanha influência. Entre os seus numerosos discípulos, além de simples amadores, como Alcibíades e Eurípedes, além dos vulgarizadores da sua moral (socratici viri), como Xenofonte, havia verdadeiros filósofos que se formaram com os seus ensinamentos. Dentre estes, alguns, saídos das escolas anteriores não lograram assimilar toda a doutrina do mestre; desenvolveram exageradamente algumas de suas partes com detrimento do conjunto.
Sócrates não elaborou um sistema filosófico acabado, nem deixou algo de escrito; no entanto, descobriu o método e fundou uma grande escola. Por isso, dele depende, direta ou indiretamente, toda a especulação grega que se seguiu, a qual, mediante o pensamento socrático, valoriza o pensamento dos pré-socráticos desenvolvendo-o em sistemas vários e originais. Isto aparece imediatamente nas escolas socráticas. Estas - mesmo diferenciando-se bastante entre si - concordam todas pelo menos na característica doutrina socrática de que o maior bem do homem é a sabedoria. A escola socrática maior é a platônica; representa o desenvolvimento lógico do elemento central do pensamento socrático - o conceito - juntamente com o elemento vital do pensamento precedente, e culmina em Aristóteles, o vértice e a conclusão da grande metafísica grega. Fora desta escola começa a decadência e desenvolver-se-ão as escolas socráticas menores.
São fundadores das escolas socráticas menores, das quais as mais conhecidas são:
1. A escola de Megara, fundada por Euclides (449-369), que tentou uma conciliação da nova ética com a metafísica dos eleatas e abusou dos processos dialéticos de Zenão.
2. A escola cínica, fundada por Antístenes (n. c. 445), que, exagerando a doutrina socrática do desapego das coisas exteriores, degenerou, por último, em verdadeiro desprezo das conveniências sociais. São bem conhecidas as excentricidades de Diógenes.
3. A escola cirenaica ou hedonista, fundada por Aristipo, (n. c. 425) que desenvolveu o utilitarismo do mestre em hedonismo ou moral do prazer. Estas escolas, que, durante o segundo período, dominado pelas altas especulações de Platão e Aristóteles , verdadeiros continuadores da tradição socrática, vegetaram na penumbra, mais tarde recresceram transformadas ou degeneradas em outras seitas filosóficas. Dentre os herdeiros de Sócrates, porém, o herdeiro genuíno de suas idéias, o seu mais ilustre continuador foi o sublime Platão.
© Texto elaborado por Rosana Madjarof
OBRAS UTILIZADAS
DURANT, Will, História da Filosofia - A Vida e as Idéias dos Grandes Filósofos, São Paulo, Editora Nacional, 1.ª edição, 1926.
FRANCA S. J., Padre Leonel, Noções de História da Filosofia.
PADOVANI, Umberto e CASTAGNOLA, Luís, História da Filosofia, Edições Melhoramentos, São Paulo, 10.ª edição, 1974.
VERGEZ, André e HUISMAN, Denis, História da Filosofia Ilustrada pelos Textos, Freitas Bastos, Rio de Janeiro, 4.ª edição, 1980.
Coleção Os Pensadores, Os Pré-socráticos, Abril Cultural, São Paulo, 1.ª edição, vol.I, agosto 1973.

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